AVISO!

Essa é apenas uma versão da minha obra, ainda não revisada. Alguns trechos serão alterados e personagens terão seus nomes também trocados! Desculpem qualquer erro de ortografia!

CAPÍTULO III

“A profecia”



                “―Velho, e o tal artefato?”
                “―Está em um lugar seguro Majestade. Eu mesmo o guardei.”
                Sua Majestade, o rei Henrico IX e Pantoja “O Luz Branca”, conversavam nos aposentos reais.
                “―Tenho a absoluta certeza que o rei Khor, sabe que estamos com esse objeto. E de alguma maneira, descobriu o que ele faz. Coisa que nós, ainda não.”
                “―Não é bem assim majestade!” - Diz o mago.
                “―O que?!”
                “―Na verdade, o Conselho sempre soube deste artefato. Mantivemos segredos até que tivéssemos a certeza do que se tratava tal objeto.” - Revela Pantoja.
                “―E por que, esconderam isso de mim todo esse tempo?!!” - Irritado, pergunta sua Majestade e esperando por resposta, leva sua mão direita sobre sua testa, fazendo um gesto como se esquecera de algo. “―Já, sei! Para me proteger. Não é, Velho?”
                “―Majestade... Sim! Era por isso.”
                “―Achamos que quantos menos pessoas soubessem deste assunto, seria mais fácil de lidar.”
                “―E o que faz crer, que eu sou meras pessoas?”
                “―Majestade! Não quis passar por cima de sua autoridade. Jamais, quis isso. Mas por ter criado vossa majestade, eu temi pelo senhor, assim como pela minha neta.” - Explica Pantoja, seguindo na direção inversa a do rei, e parando.
                Pantoja, olha sobre as colinas de Antanágus e deseja que sua neta esteja bem.
                “―Muito bem, Pantoja. Sei que sofres pela Kimberly. Mas isso não lhe dá o direito de esconder assuntos de sua majestade. Sabe que eu deveria puni-lo. Mas não posso. És o pai que não tive. E devo-lhe respeito por ter feito de mim, o homem que sou. Mas espero que isso jamais se repita. Se achas que não tenho mentalidade o suficiente para ser rei de Sfallow, me diga! Porque fizera, meu pai, me escolher?”
                Pantoja, se coloca de joelhos diante de sua majestade e pega em suas mãos implorando.
                “―Majestade. Sei que pequei nesta minha atitude. Mas jamais duvidei de vós. Perdão majestade! Perdão!”
                “―Veremos isso depois. Mas agora, conte-me tudo o que sabes!” - Ordena o rei Henrique.
                “―Cofff!” - Pantoja, se põe de pé novamente e tosse por uma única vez, levando umas das mão fechadas na direção de sua boca. “―Nas antigas escrituras. Existem relatos sobre um tal artefato capaz de invocar nesta terra um ser divino capaz de gerar vida nova. Esse ser divino, não possue nenhuma tendência aos dois lados da balança; do bem, ou do mal. Usando este artefato, qualquer criatura com mínimos conhecimentos poderia invocar sobre ela mesma, tal divindade que a concederia essa inimaginável graça. Esse novo ser, herdaria sua tendência de vida e faria o que sua vontade mandasse. Em outras palavras. Se esse objeto caísse nas mão erradas, e o mau, invocasse este poder. A criatura que o recebesse, se tornaria invencível e teria acesso direto ao plano divino. Tanto no céu, quanto no inferno. Em uma outra parte das escrituras. Diz que, se o mau prevalecer um colapso celestial se desencadearia. E se o bem o fizesse, por não se abster-se de tal poder, a sua ganância seria punida com o mau de tamanho poder semelhante que deveria colocar em prova, a força dos dois irmãos. Apenas um triunfaria. E este, daria origem a uma cidade divina ou infernal na terra, onde seus irmão manteriam a direção do mundo. Assim como o bem, vive. O mau, morre.
                Assim, termina a escritura.”
                “―Um tanto confuso para mim.” - Diz o rei.
                “―Sim, majestade. Era confuso até para mim algumas luas atrás. Estudei arduamente, cada linha das escrituras para entendê-la. Mas explicarei ao senhor.
                Digo que, se por acaso, o mau se apossar deste artefato, um mau devastará toda a realidade de como nós a conhecemos. E caso o bem se aposse, este virá em forma de punição... O que virá em forma de punição? Um mesmo ser à favor do mal, desafiará o ser do bem e eles colocarão em prova seus poderes. O que vencer, terá livre acesso aos planos dos deuses e se tornará seu servo nesta terra. Com isso, ele trará uma legião de seres semelhantes a sim mesmo e fundarão uma cidade onde viverão. Agora, imagine se o mal vencer! Essa cidade seria de demônios que em pouco tempo devastariam tudo isso que chamamos de lar. E se o bem vencer. Estaríamos a salvos. Mas não podemos apostar nisso. Por isso, o pergaminho com as palavras de invocação, foi separado. Para que ninguém se apossasse dele e o usasse-o.” - Explica Pantoja.
                “―Mas, e se Khor se apossou da outra metade?”
                “―Impossível. A outra metade foi enviada a outros mundos. Mesmo se ele estivesse a procurando, ele jamais descobriria em qual plano a outra parte estará. A não ser...”
                “―Como assim, a não ser?!” - Interroga sua majestade.
                “―Somente os Nepudêmios possuem o dom de estudar os planos. Com algum estudo, eles seriam capazes de traçar a localização dos planos e de qualquer ítem em outros planos. Foi assim que recuperamos todas as esferas de dragão que estão no templo em Narask.”
                “―Os Nepudêmios! Pensei que eles estavam praticamente extintos. Os que ainda vivem estão sobre proteção do Conselho e de Sfallow nas Terras de Sulines. Não é?”
                “―Sim.”
                “―As Terras de Sulines, é um plano paralelo a este. E a única maneira de conseguir achá-los, seria através de quem tem a chave do portal. Correto?”
                “―Extamente.”
                “―Então? Estamos seguros.” - Afirma Henrico IX.
                “―Não é bem assim majestade!”
                “―hmm!”
                “―Para achar as Terras de Sulines seria necessário apenas que alguém tivesse conhecimento dela e das palavras de ativação das runas de proteção. E que tivesse também, alguém que pudesse abrir o portal. Esse alguém, não precisaria ser exatamente o autor da magia, e sim, que tivesse pelo menos, o mesmo sangue correndo em suas veias. Existem apenas três lugares onde está localizado o portal. Nas Ilhas de Naraskuo-Shuo, aqui em Sfallow e em Ancharion. No templo da Deusa Millena.”
                “―Velho! A Kim!... A Kim tem o seu sangue!”
                “―Sim. Entende agora? O mesmo sangue que corre nas minhas veias, corre na de Kim e na sua também, meu sobrinho.” - Diz Pantoja.
                “―Sim, entendo, meu tio.”
                “―Entende agora, o porque de eu não ter lhe contato antes? Você com certeza, iria pessoalmente atrás de sua prima e poderia cair numa armadilha planejada pelos nossos inimigos.
                “―Enviamos Arthas Araniel para Okaiuris por magia para resgatar Kim. E é estranho! Eu o mandei exatamente para onde eu a pressenti. Mas até agora, nada deles. Estou ficando preocupado!”
                “―Nosso exército deverá chegar em Ancharion em mais duas Luas. Temos muita terras para cruzar até lá. Espero que não seja tarde de mais. Mais a outra metade está aqui conosco. Se realmente Khor estiver em posse da outra metade ainda terá de conseguir a nossa metade.”
                “―Não podemos subestimar nosso inimigo. Ainda mais, se tratando de Khor.” - Diz Pantoja.


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                O exército de Sfallow segue deixando o castelo de Cristal.
                Muitas centenas de soldado partem a cavalo e outros simplesmente a pé. Eles juraram livrar Ancharion de Khor e suas ameaças de uma vez por todas. Um exército confiante.
                Por onde este exército passava, ele era ovacionado pela multidão que se aglomeravam para vê-los passar. Seguiam em velocidade mediana. Iriam se juntar a outros exércitos aliados que juntos, invadiriam Ancharion e se precisasse, e iria precisar, invadiriam Mafler.


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                “―Esperem! Eu cansei.” - Avisa Dinist.
                “―Não podemos parar agora. Estamos a meio dia de viajem ainda.”
                “―Mas eu também, não aguento mais.” - Dizia Luana.
                “―Eu também. Vamos parar Arthas!”
                “―Não vejo outra saída. E você Keny? Não está cansado também?”
                Keny, andava com se não estivesse concentrado no que estava passando naquele momento. Parecia está com os pensamentos distantes. Ele continuava à andar e nem percebeu que todos ficaram para trás.
                “―Keny!!!” - Grita Arthas.
                Keny desperta e balança sua cabeça para um lado e para o outro. Voltando a ficar ciente das coisas.
                “―hmm! Ué! Você pararam, por que?”
                “―Onde você estava, rapaz? Não percebeu ainda o quão grave é a nossa situação? Você está desprevenido. E não seria bom andar assim!” - Diz Arthas, tentando alertar Keny.
                “―É. Eu faço idéia.”
                “―Mas parece que não.”
                Keny, olha na direção de Kim e se mantém calado, procurando não alimentar a discussão. Logo depois, abaixa a cabeça e se senta destacado do grupo olhando para dentro da mata como se estivesse de guarda. Keny, não conseguia para de pensar que a sua família, ainda poderia está viva e em perigo. Mas também, não conseguia esquecer que estava ao lado de sua amada, mas estava ofuscado pelo poderoso paladino.
                Kim, observava Keny sempre que ele não a estava olhando. Ela parecia saber o que estava acontecendo com Keny. Talvez, os dois motivos pelo qual, Keny deixara o sorriso de lado. Se pudesse escolher quem amar, com certeza Kim escolheria Keny, porque tinha certeza do seu amor por ela. Quisera e muito que Keny, fosse como Arthas. Menos devoto a religião é claro. Mas como desejava que fosse daquele jeito. Destemido. Mas não era. A noite chega rapidamente. Pararam próximo ao por dos dois sóis. Keny, ainda se mantinha no mesmo lugar. Todos conversavam, mas Keny não se misturava.
                “―O que será que está havendo com o Keny?”
                “―Não sei, Lu.” - Responde Dinist.
                Arthas, olha diretamente para Keny e depois se vira na direção de Kim. Podia perceber o que estava acontecendo com aquele jovem. Também amara uma certa vez. E sabia que o motivo de toda aquela aflição estava ali. A sua frente. Kimberly, a neta de Pantoja, despertara uma enorme paixão no coração daquele jovem rapaz.
                Mas procurou não dar atenção a esses sentimento. Tinha de se concentrar em salvar esses jovens. A todo momento, Arthas se mantivera com Elmo, até aquele momento. O paladino leva as duas mão sobre o elmo e o arranca de sua cabeça. Mostrando seu rosto pela primeira vez ao grupo.
                Kim e Luana, ficam abismadas com a beleza do guerreiro. Era tão poderoso e tão jovem, que podiam até duvidar se ele, era capaz de tudo aquilo mesmo que tinha feito se não tivessem presenciado.
                “―Eu acho melhor vocês descansarem. Assim que amanhecer, iremos retornar a nossa caminhada e não pararemos antes de chegar a escola.” - Diz Arthas.
                Kim e Luana se ajeitam para dormir juntas dividindo a capa do paladino como cobertor. Dinist, se recolhe perto de suas mochilas as utilizando como travesseiros. Keny, já adormecia no mesmo lugar encostado a uma árvore. Dormia com os braços cruzados e com aquele mesmo pedaço de madeira entre eles. Não largara por nada. Era a sua arma.
                Arthas, levanta e se afaste por do grupo. Ele caminha para uma área distante o suficiente para que não fosse ouvido, mas que ele pudesse ainda manter os olhares fixos no improvisado acampamento.
                Kim, notando os movimento de Arthas abre um dos olhos e vigia a direção que ele segue. Ela se levanta e nota  Keny, ainda acordado, mexendo com uma madeira como se estivesse desenhando alguma coisa naquele chão de terra fofa.
               
                “―Por que ela não gosta de mim? Só por que eu não sou um guerreiro, ela acha que eu não seria capaz  protege-la?  Será que sempre que eu gostar de alguma garota, sempre os guerreiros irão me ofuscar desse jeito? Que droga!!!”
                Keny começara com um pensamento e terminava por falar agressiva mente, atirando o pedaço de madeira mata adentro.
                “―Keny!?...”
                “―hmm!”
                “―O que houve?”
                “―Kim!?... Você ainda está acordada? Pensei que já estivesse dormindo.”
                “―Eu não estou com sono. Tudo isso, está me deixando cada vez mais preocupada. E quando fico desse jeito, perco o sono. E você?”
                “―Não. Eu também estou sem sono.”
                “―Keny!” - Kim se aproxima e se senta ao lado de Keny o forçando a chegar seu corpo um pouco mais para a direita.
                “―Sabe?... Eu... Nem sei por onde começar esse assunto. Mas a questão, é que eu não quero mais deixar você desse jeito. Sei que também, é por minha causa.”
                “―Não esquenta, Kim. Vou suprerar.” - Diz olhando para o lado esquerdo e depois direito como se estivesse de guarda. “―Cadê Arthas?”
                “―Não sei. Mas ele deve está por perto. Meu avó já me falou algumas vezes sobre estes tipos de guerreiros. Eles são contemplativos e sempre que podem, tentam falar com os seus deuses protetores. Ele deve está fazendo isso em algum lugar.”
                “―Não sei, não...”
                “―Meu avó sempre me dizia que eu, um dia, iria me apaixonar por um homem forte que me protegeria de tudo. Que eu estava predestinada a ele. Ele me contou que um amor verdadeiro, é tão forte que é capaz de coisas incríveis. Escuta! Se você e eu, ficássemos juntos um dia. O que você faria para o meu amor por você, nunca acabar?”
                Keny, fica surpreso com a pergunta de Kim e pensa numa resposta que pudesse impressioná-la. Mas também, que fosse sincera.
                “―Kim, eu não sei como eu iria agir nessa hora. Mas uma coisa é certa. Neste momento, eu estou e sempre estive disposto a dar a minha vida pela sua. Mesmo com esse paladino nos ajudando. Sei que não faço o seu tipo. Mas mesmo assim, você é a garota que eu amei. Amei e vou amar a minha vida inteira.” - Keny sabia que não era o que Kim queria ouvir, mas ela precisava saber dessas coisas. Se tivesse tentado se preparar para falar essas coisas, não teria conseguido.”
                Kim fica perplexa com as palavras de Keny e lágrimas escorrem levemente de seus olhos. Estava emocionada e seu coração disparado. Quis retribuir o que Keny dissera, mas não lhe cabiam palavras.
                Keny se levanta e dá um passo a frente, como se quisesse esconder o seu rosto. Também estava emocionado e segurava o choro. Seu orgulho era como uma rocha. Kim, se põe de pé e se aproxima de Keny. Ela o força a olhar para ela mas ele, matem-se de cabeça baixa. Por mais que lutasse, Kim não consegue segurar-se mais e simplesmente chora.
                “―Kim! Meu deus... Não chora...”
                Aqueles belos olhos azuis, agora estavam avermelhados de tanto chorar. Keny também, não consegue segurar as lágrimas e também se entrega ao choro. Os dois se abraçam.

                Kim ergue a cabeça e olha para o rosto molhado de Keny. Podia ver que sentia amor por ela. Por alguns segundos, carinhos faciais e troca de olhares. Até que... Eles se beijam.
                Arthas voltava agora para o acampamento e percebe que Keny e Kim se beijavam. Ele os observa por de trás de uma árvore e hesitava por alguns segundos entrar no acampamento. Queria deixá-los a sós.
                O beijo fora demorado e cheio de sentimentos. Kim, não sabia o que fazer a não ser beijar e deixar ser beijada. Keny, tentava não acordar de um verdadeiro sonho. E se sentia mais forte do que nunca. Agora sim, não deixaria que nada de mau aconteça a sua amada. Após o demorado beijo, o casal permanece um olhando para o outro e se abraçam novamente.

                “―Por que você fez isso?”
                “―Não sei.” - Responde Kim, a pergunta de Keny.
                O dois sorriem um para o outro.
                “―Nós temos de descansar. A noite vai ser bem curta.”
                “―Ahãm!” - Concorda Keny.
                Kim, retornar para sua cama e Keny, se junta ao Dinist.
                O que será de amanhã? Era a pergunta que Keny fazia a si mesmo, quanto a ele e a Kim. Será que ficarão juntos, ou será que ela vai fingir que nada aconteceu?
                Arthas retorna para o acampamento e se põe de guarda o resto da noite. Se não fosse as poderosas pílulas que recebera de  Pantoja, jamais poderia aguentar esses dois dias sem dormir.
                A noite passa tranqüila e um novo dia começa. Ainda é cedo quando Dinist se levanta e desperta todo o grupo para retornarem a caminhada. Seria bom não perder tempo. Estavam apenas, a meio-dia de viagem até a Escola Necromântica. Calculava o paladino.
                Keny se levante a já bem antenado às coisas, passa seus olhos rápidos no acampamento procurando pela Kim. Ela, já estava de pé, estava amarrando suas botas , já se preparando para voltar a caminhada.
                “―Estão todos prontos?” - Pergunta Arthas.
                “―Sim.” - Responde Dinist. Os outros afirmam fazendo gestos com a cabeça.
                Novamente de volta a longa jornada até o templo, o grupo parte com maior velocidade. Sabiam que não podiam perder tempo. E já temiam ser encontrados por seus inimigos. Arthas, não mais andava desguarnecido. Já carregava em punhos sua espada.
                O paladino caminhava na frente. Era o único com treinamento para detectar a proximidade dos  inimigos. Conforme o grupo seguia em sua jornada, Keny e Kim trocavam olhares e riam um para o outro em alguns momentos. Keny, sentia falta de sua família, mas não podia evitar o sentimento que o alegrava pelo o que estava acontecendo entre ele e sua amada. Minutos depois, seguiam um do lado do outro dando as mãos. Arthas, Luana e Dinist, percebiam isso. E estavam satisfeitos pelos dois. Mas a situação ainda, era muito grave.


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                “―Senhora!...”
                Um soldado entra as pressas na sala de estudos de sua superior alertando-a para algo. Uma enorme sala, cheia de livros e potes de vidros contento diversos líquidos de diversas tonalidades de cores e aromas. Uma grande mesa com papéis espalhados e uma grande poltrona virada para trás de frente para uma enorme janela de vidro, que dali, podia avistar todo o reino de Ancharion sem nenhum obstáculos. Era o alto das colinas, onde se localizava a Escola Necromântica.

                “―Diga Soldado!”
                Logo que se aproxima, o soldado se ajoelha e abaixa a sua cabeça removendo seu elmo e o segurando na altura da cintura com a mão direita, fazendo reverencia a uma bela moça que gira uma grande poltrona se pondo de frente ao guarda. Pernas redondamente lisas para fora cruzadas. Uma pequena bota azul. Olhos levemente rasgados. Olhos castanhos. Rosto branco caucasiano e longos cabelos pretos lisos amarrados em forma de rabo-de-cavalo jogados sobre o ombro. Suas pontas quase tocavam a cintura da bela moça sentada ali na sua frente, quase engolida pela confortável poltrona. Era Niele. Líder da Lendária Escola Necromântica e do Templo da deusa Millena Strengten.
                “―Senhora Niele. A situação é grave. Observadores avistaram uma enorme criatura vindo de Mafler. Ela está vasculhando toda a colina.  Se continuar assim, ela vai nos encontrar.”
                “―Eu já temia por isso. Só temos uma coisa a fazer soldado...” - Niele, se levanta da grande e confortável poltrona.
                Um alvorosso organizado tomou conta do templo. Soldados subiam e desciam escadas. Cruzavam num vai-e-vem de passadas os diversos pavimentos do local.
               
                Niele segue para o templo em posse do Malcronecromântico, um grosso livro de brochura antiga em ornamentos dourados e folhas lisas. O Malcronecromântico foi escrito pessoalmente pela deusa Millena e desde quando os deuses deixaram Sfallow, este livro tem passado de geração em geração pelos lideres devotos da deusa-maga.
               
                “―Saiam!”
                Assim que cruza os portões do templo, Niele ordena aos guardas que a deixem sozinha.
                “―Apenas exijo que protejam a escola.”
                “―Sim, senhora!”

                Niele cruza o portal que dá acesso ao salão de oração. Uma enorme sala com bancadas para algumas dezenas de devotos e quatro estátuas da deusa semi-nua ao redor. Janelas com vitrais estampando os símbolos do reino de Sfallow e paredes em mármores em tons de cinza e branco. Ela segue em direção ao final da grande sala, onde existe um altar de pura roxa esculpida com desenhos de esqueletos caindo ao serem atingidos por uma espada. Dando a volta no altar, Niele pega numa bancada oculta atrás do altar uma espécie de suporte para o livro. Ele o folheia até achar a página certa e o coloca no suporte ficando livre e podendo gesticular com os braços de acordo como pede o ritual que se inicia.


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                Keny e Kim já não escondem o que estava acontecendo entre eles e passam a fazer a jornada de mãos dadas.     Keny, curtia o momento, quanto Kim apreciava a alegria do parceiro. Ela havia pensado a noite e resolvera lhe dar uma chance. Estava tão atencioso com ela que fez despertar um grande afeto.
                Arthas seguia na frente e alternava os olhares ora para o céu, ora para os pontos cardinais.
                A jornada fora bem longa, mas já era possível notar adiante, nas colinas, o prédio principal. Estilo típico colonial. Grandes pilastras sustentavam três pavimento que ligavam os três prédios em um só crescendo ao céu.

                “―Lá está!” - Diz Arthas, apontando com a espada para que todos avistassem a lendária Escola Necromântica.
                “―Ual! É incrível.”
                “―Incrível é o que fazem lá.”
                “―Realmente Dinist. Mas não vamos parar aqui. Venham...”

                Eles continuam agora com maior velocidade a subida da colina pela trilha escondida. Estavam revigorados com o prazer de ver que estavam próximos de se sentirem a salvos de e de poderem descansar de todo esse ritmo. A subida estava sendo bem rápida. Arthas sentia que os seus quatro protegidos estavam rendendo bem a jornada. Não tardariam a chegar. Já passaram da metade do caminho e mais alguns minutos estariam no templo.


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                A gigantesca criatura alada de Khor surge imponente por detrás de umas das altas colinas de Ancharion e num rasante profundo, desperta o pânico na região. O enorme dragão de metal já havia avistado a Escola e o templo e já se preparava para efetuar o primeiro ataque contra a resistência imposta pelos guardas do templo.


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                No Castelo de Mafler...
                “―Agora Niele, você não poderá fazer nada. Ataque filha minha. Ataque! Há, há, haaaaaa!!!”


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                Um rugido de ensurdecedor.
                Um sopro.
                Uma fumaça extensa de coloração verde.
                Depois... Somente dor, gritos e correrias.
               
                A criatura alada voltava a subir até desaparecer nas nuvens das colinas. No templo, paredes e muretas enormes despedaças ainda desmoronavam mesmo depois que o dragão subira às nuvens do céu.


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                “―Estamos quase lá... hm! O que é isso?”
                Uma grande sombra sobrepõe as sobras dos cinco viajantes. Arthas nota uma imensa mancha negra cruzando por debaixo de seu pés...
                “―Por Velocius” - Diz Dinist, apontando para o céu chamando a atenção de todos para terem a mesma visão bizarra que a dele.
                “―Por Natan! Se protejam!
                “―Ela nos achou.”
                “―Como assim Kim?”
                “―Foi esse monstro que destruiu Okaiuris. E de alguma forma, ele nos achou.” - Kim se derrame em lágrimas até ser confortada por Keny e Luana, que à abraçam.
                “―Meu Deus!” - Novamente grita Arthas, ao ver a enorme criatura disparar sua baforada de ácido na direção da Escola. Uma grande explosão é vista logo depois e a criatura sobe desaparecendo nas nuvens mais altas do céu.
                A explosão faz rolar algumas imensas rochas desprendendo-as do chão e fazendo-as rolarem na direção de Arthas e de seu grupo.
                Arthas se atira na sobre Luana e Dinist, tirando os dois da frente da imensa rocha que vinha em sua direção.

                “―Ela está voltando.”
                “―Kim, venha.” - Keny avistara que Arthas havia encontrado um local para se esconderem da criatura dentro de umas das frestas abertas pelas pedras que rolaram. Algo igual a uma pequena caverna no barranco. Local ideal para se protegerem do ataquem.
                Arthas, estava ficando quase que desorientado. Pois deveria ir ajudar a Escola contra a criatura. Mas não podia abandonar os quatro, ali sozinhos. Tinha de prezar pela segurança deles. A Escola tinha a sua segurança. E nela tinham de confiar. Também, não era por menos! A Escola Necromântica era uma lenda. Se é uma lenda, deve ter as suas razões.
                A criatura se aproxima, em mais um rasante. Um segundo ataque. Mais devastador. Mas desta vez, ela não vai na direção da Escola. No seu profundo mergulho, o dragão toma uma grande distância da Escola a poucas centenas de turvas de tocar o chão, ela abre suas imensas asas que fazem com que a criatura plane num vou rasante, numa velocidade avassaladora que arrancava árvores fazendo-nas voar deixando um rastro de destruição. E novamente...

                Aquele mesmo rugido.
                A mesma abertura de bocarra e finalmente a fumaça extensa esverdeada toma conta do local.
               
                “―Kim, Keny!!”
                              
                Keny nota umas das pedras que havia rolado e sem pesar muito, arrasta Kim para trás dela. Keny sente a extensa fumaça tomar conta do local. Um odor impregnara as narinas com enxofre e sua perna ardia.
                “―Haaaaaagh!”
                “―O que foiKeny?!”
                “―Haaagh!... hug! Não foi nada!” - Responde Keny tentando disfarçar a dor. Parte da fumaça o havia atingido e sua perna, na parte debaixo do joelho, estava como se em fase de decomposição. Mas Kim, estava sã e salva.
                A criatura passa sem notar a presença deles baforando na direção do castelo com se varresse o caminho. Em grande velocidade, atinge o portão da Escola que vai abaixo.
                “―Socorro, socorro! Pessoal, o keny está muito ferido.”
                “―O que?!”
                Arthas abandona o abrigo com os gritos alarmantes de Kim para resgatar Keny. Mas se preocupava também em não chamar atenção da criatura. Pois ela estava pousada logo na entrada da Escola. A poucos turvas de onde estavam.
               
                “―Por Natan! Guerreiro... Isso deve está doendo! Venha. Kim, corra para o abrigo!” - Diz Arthas pegando Keny no colo e o tirando de trás da pedra.
               
                “―Haaaagh! Tá doendo demais!”
                “―Eu sei amigo. Mas aguenta ae...”

                A criatura pairava na frente da escola e almejava entrar. Mas estava sendo bloqueada pelas investidas dos soldados do Templo de Niele que estavam armados com armas que brilhavam em tons azulados. Era possível notar também, algumas esferas de fogo como as da batalha que fez com que Ancharion caísse e explosões logo em seguida. Uma dessas explosões atinge em cheio a cabeça da criatura que com o impacto é obrigado a desviar a cabeça para o lado. É quando e enorme criatura, nota três pessoas correndo pelas suas costas. Imediatamente ela vira e vai ao encontro de Arthas e seus amigos.
               
                “―Caramba!”
                “―Haug! O que foi Art... Arthas? Ela nos viu né?”
                “―Sim meu amigo... Ela nos viu. Ma sfica calmo, vamos sair ilesos.”
               
                Arthas, vendo que não teria tempo de chegar até o abrigo, pára nali mesmo e começa uma oraçaão.

                “―Natan, meu Deus fiel e justo. Conceda-me o véu de sombra que tudo pode esconder e livra-me desse mau que deseja a morte de seu servo.” - Naquele instante, Arthas se ajoelha e abaixa a cabeça. Logo depois faz um barulho, uma espécie de chiado para que keny, não fale nada e nem faça nenhum barulho.
                Naquele instante, foi possível notar que a criatura parara de enxergá-los. Mas Kim, ainda não tinha conseguido alcançar o abrigo.
               
                “―Ki...Kim!...”
                “―Por Natan. Kim!!! Não saia daqui, Keny!” - Numa velocidade sobrehumana, Arthas desenha um círculo no chão com Keny no centro dele, diz algumas palavras imperceptíveis e parte na direção de Kim. A criatura preparava-se para investir contra Kim como se fosse engoli-la. Mas antes que isso acontecesse, Arthas passa por baixo da criatura...
               
                “―Luz da Vida!!!” - Grita Arthas al cravar sua espada incandescente por uma luz branca ofuscante na jugular do dragão enterrando até atingir as hastes protetoras e explodindo numa forte energia logo em seguida. Arthas remove sua espada da criatura e com desfere mais cinco golpes seguindo de mais três explosões na parte inferior do pescoço da criatura. Ela cambaleia com os golpes e se afasta erguendo a cabeça fora do alcance da lâmina sagrada de Arthas o poderoso Paladino de Natan. E com passadas de dor para trás. Solta um rugido ensurdecedor.
                 Arthas não se amedronta com o rosnado feroz da criatura e recolhe Kim, mantendo-na em suas costas.
               
                “―Vai Kim. Corre e entra no buraco. Rápido!”
                “―Ma e o Keny?”
                “―Ele vai ficar bem. Pensa em você para sobreviver agora. Vai!”
                Kim parte sem mais em direção do buraco onde Dinist e Luana presenciavam tudo. E quando se dão por si. Gesticulam euforicamente com as mãos fazendo gesto para que Kim se apressasse mais.
                Arthas seguia Kim com os olhos para ter certeza que estaria salva. Assim poderia lutar. Até a morte se fosse necessário.
                Mas antes que pudesse reagir a criatura numa velocidade impressionando o golpeara com sua calda, arremessando Arthas a uma grande distância, tamanha a sua força.
                E novamente, o dragão vai ao encontro de Kim que logo à alcança.
                Arthas, ainda sendo arremessando toca o chão com grande violência mas com um malabarismo sensacional se põe de pé.
                “―Especrytus-luzty” - Atrhas se desmaterializa num piscar de olhos e reaparece, já a frente da criatura e agarrando Kim.
                Mas antes que fizesse algo. A criatura o golpeia com uma das patas como se soubesse onde ele apareceria. E Arthas e Kim, são arremessados para trás ficando ainda mais longe do buraco.
                Luana e Dinist, nada poderiam fazer. Apenas rezar.
                A criatura em passos rápido se aproxima de Arthas e Kim que estavam ainda caídos. Era possível notar os orifícios oculares da criatura. Não existia nada alem de um vazio e uma pequena chama vermelha no seu interior. Arthas  agora tinha certeza. Aquela coisa. Aquele dragão. Não tinha vida. Assim como aquele que o mandou. Khor. Maldito Khor!

                A criatura então, mergulha sua bocarra na direção de Arthas de Kim, mas é interrompido por Keny que  ainda de joelhos ergue a espada de Arthas que desprendera de sua mão no momento que fora golpeado pela criatura. A espada deslizou até o circulo onde estava Keny. Em posse da espada, Keny com todo seu esforço tenta pisar com a perna maxucada no chão e resistindo àquela dor. Entra por debaixo da jugular da criatura e no mesmo lugar a fere novamente, como feito por Arthas, instantes atrás.
                A criatura novamente geme de dor mas antes, ela golpeia Keny com sua calda. Keny é arremessado desfiladeiro abaixo e cai já sem vida no fosso.

                “―Nãoooooooo!!! Keny!!!!” - Grita caindo em lágrimas Kim.
                “―Não!!!” - Grita Arthas.
                Ainda com a espada cravada na jugular da fera. Arthas se vê na ocasião de terminar o feito heróico de Keny e espera o momento certo... Quando ele chega... Arthas salta se segurando no cabo de sua espada.
                “―Luz da Vida!!!!!!”
                E mais uma vez, a espada fica na forma incandescente e um explosão se segue logo depois. A criatura tanta alçar vôo. A espada se solta do monstro e Arthas atinge o chão já depois de uma grande altura.
                O dragão se preparava para voltar. A dor parecia não existir. Mais parecia ser feito apenas de metal. A dor sumia rápido na couraça da criatura metalizada. Mas antes que voltasse a desferir ataques contra Arthas. Diversos raios cruzavam o céu vindo da Escola e atingiam incessantemente a criatura que não suportou tantos ataques e abandonou o campo onde travara a batalha. Até desaparecer no céu.
                Arthas, fecha os olhos e perde os sentidos.


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